Na Rota das Rolas Bravas

Olá! Somos as Rolas Bravas, amigas do Ventor
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Quem eu haveria de encontrar!
Somos companheiras do Ventor, neste Planeta Azul
águia-de-asa-redonda, amiga do VentorDSC07206a.jpg

Planeta Azul - Na Rota do Lince Ibérico

A beleza do Lince Ibérico. Foto tirada da Wikipédia atribuída ao "Programa de Conservación Ex-Situ del Lince Ibérico

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Carapanã

10.05.16

Uma palavra que me matuta há cerca de 60 anos. Garantidamente há 59 anos.

Havia em Tibo, um homem que se chamava Ribeiro. Não me lembro de outro nome dele. Era um velhote (para mim, nesses tempos, velhote era tudo um pouco acima dos 30 anos) que tinha estado no Brasil. Como o Brasil não teria sido a terra dos seus sonhos, voltou para o seu berço, porque o lema seria o mesmo do outros, o tal. Aqui, alterado por mim: "não haverá Brasil nenhum, mais bonito que o meu Tibo"!

 

Culex quinquefasciatus

Este mosquito, a que chamaram Culex quinquefasciatus, tem muitas subespécies, uma delas em Portugal. Pode dar origem a encefalites e outras

 

O Ti Ribeiro de Tibo contava-me algumas histórias daquilo que terá sido o seu sonho brasileiro. Mas hoje só me lembro de duas. Sobre dois bichos terríveis. O trabalho dele era de seringueiro, algures, nas selvas brasileiras.

Disse que o seu grupo de trabalho estava farto de caminhar na selva e estavam muito cansados. Avistaram um tronco musgoso, todo verde e um sentou-se nele e disse: "já não saio daqui hoje, estou estoirado". O responsável pelo grupo disse: "vamos descansar um bocadinho mas temos de ir"!

O ti Ribeiro sentou-se, seria o 4º homem e o tronco começou a mover-se. Diz que era uma grande serpente. Uma serpente como o tronco de um carvalho e como o carvalho, todo musguento. Claro que eu habituado a ver cobras pequeninas até cerca de 2,5 metros, nem me passou pela cabeça acreditar nisso. Para mim, nessa altura, qualquer que fosse o volume cilíndrico do carvalho, não passava de uma aldrabice exagerada. Mas, nessa altura, para mim, ainda não havia qualquer tipo de jibóias e muito menos anacondas. Fiquei-me por aí.

 

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Não sabemos o mal que uma mosca bonita como esta e outras nos podem causar directa e indirectamente

 

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Este mosquito, como quer que o identifiquem, pode vir a ser um perigo para a saúde pública. A mosca em cima, ele e a aranha em baixo foram fotografadas na ribeira de Barcarena

 

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Esta aranhinha pequenota, também pode vir a ser perigosa, porque não? Ela esconde-se por trás das corolas e quando algum insecto pousa, ela vem por trás e zás!  Injecta-lhe o seu mísero veneno e pronto. Uma ajuda para nós tratando-se de mosquitos e se nos ferra a nós. Que poderá acontecer? Pode conter o vírus dos mosquitos ...

 

Mas falou-me algumas vezes num bicho chamado "carapaña" ou "carpaña", algo assim. Hoje lembrei-me do ti Ribeiro de Tibo. Hoje, embirrei com os mosquitos. Procurei mosquitos e vim a descobrir que os mosquitos não têm nada a ver com o bicho imaginário do ti Ribeiro de Tibo. Eu tinha uma ideia que mais seria uma espécie de lacrau ou escorpião.

 

 

 

Hoje sei que a sonoridade dada pelo ti Ribeiro de Tibo à tal palavra, só me é correspondente ao nome em tupi dado a esses miseráveis bichos a que, genericamente chamamos mosquitos e eles chamam carapanã. Carapanã é um palavrão que embrulha todos os mosquitos na sua zona tais como melgas e toda essa cambada que nos afecta grandemente. Para mim que já considerei as melgas o mais terrível e vil adversário que tive lá por Moçambique e por cá, sou levado a acreditar que o ti Ribeiro de Tibo se referia a esses terríveis animaizinhos como o terrível carapanã.

 

 

Este é um dos terríveis mosquitos a que, em Portugal, chamamos melga. Existe, no Brasil na China, na Índia, em África - praticamente nas regiões tropicais e sub-tropicais de todo o mundo. Sabemos hoje que toda esta panóplia de mosquitos com vários nomes são responsáveis pela morte de vários milhões de pessoas, pois são eles os vectores dos diversos vírus que originam a morte de muitos de nós.

 

 

O Aedes Aegypti

 

 

 

 O Aedes Aegypt, é o mosquito transmissor do vírus do dengue e da febre amarela

 

 

Eu sou um guarda-rios comum (alcedo atthis) e azul, tal como o Ventor gosta. Caminharei por aqui, neste Planeta Azul e, na companhia do Ventor, se nos deixarem

publicado por Ventor às 21:32

Maravilhas do Planeta Azul

26.04.16

No nosso planeta existem maravilhas que nem todos podem ou sabem apreciar. No dia que elas desaparecerem, o nosso planeta deixará de ser azul. Por isso, eu continuo a direccionar as minhas caminhadas para locais onde possa continuar a apreciar tudo, ou quase, do que apreciei nos meus tempos de criança.

 

 

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 Eu assobiei e ela apareceu! E disse logo: «só tu é que andarias num rio destes a assobiar, Ventor»! Foi na ribeira de Barcarena

 

Daí, eu procurar as cobras d'água, as toupeiras d'água (que nunca encontro), os melros d'água (que em cerca de 50 anos só vi um em Ponte da Barca), os guarda-rios (que ultimamente tenho encontrado) e muitos outros animais. Continuo à procura de rios limpos de matos e silvas, apesar de tudo ter melhorado um pouco. E, continuo à procura do milho-rei!

 

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Uma carricinha trouxe-me a libelinha, que resolveu ir à horta e a libelinha trouxe-me a cobra, embora esta me tivesse dito que veio ao assobio. «Ouvi assobiar e convenci-me que só podias ser o Ventor»

 

Lembrei-me de quando era pequeno, o meu irmão apanhar uma cobra d'água no rio de Adrão e trazê-la na mão para me pregar um susto. Eu ouvi a galhofa dele e de um dos seus companheiros de caminhada: "vais ver o gajo ficar todo borrado"! Quando me apercebi do que era, só disse: «anda cá com ela que faço dela um cavalo marinho e ficas todo listado. Foi a correr, todo borradinho, levar a cobra para o rio. Nesse tempo eu matava tudo que fosse cobra. Ele terá pensado: "o gajo dá cabo de mim e mata a cobra"! Hoje, comigo, todos os bichos se safam.

 

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Flor do marmeleiro a enfeitar a ribeira de Barcarena, olhando-a de cima para baixo

 

Mas, nas margens da ribeira de Barcarena, para além das cobras d'água, de libelinhas, dos tira-olhos, de patos-reais e outros, de galinhas d'água, e de muitos passarinhos, há também, muitas flores, entre outras, as de pessegueiro, de marmeleiro e muitas mais.

Eu sou um guarda-rios comum (alcedo atthis) e azul, tal como o Ventor gosta. Caminharei por aqui, neste Planeta Azul e, na companhia do Ventor, se nos deixarem

publicado por Ventor às 18:31

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