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Planeta Azul

Mantenhamos o Planeta Azul e limpo. Não sejamos egoístas, pensem no futuro dos que vão chegando

Mantenhamos o Planeta Azul e limpo. Não sejamos egoístas, pensem no futuro dos que vão chegando

Planeta Azul

Eu sou um guarda-rios comum (alcedo atthis) e azul, tal como o Ventor gosta. Caminharei por aqui, neste Planeta Azul e, na companhia do Ventor, se nos deixarem


Águia de asa redonda, uma amiga do Ventor


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Planeta Azul - Na Rota do Lince Ibérico

A beleza do Lince Ibérico. Foto tirada da Wikipédia atribuída ao "Programa de Conservación Ex-Situ del Lince Ibérico

30
Nov17

Caminhar nas veigas do rio Lizandro

Ventor

 

 

 

 

Hoje, ainda digo qualquer coisa, aqui, sobre o dia de ontem, na mimha caminhada por Mafra e pelo rio Lizandro.

Para caminhar juntamente com as fotos, no rio Lizandro, click na foto em baixo e pode activar o slideshow no Flicker.

 

 

Rio Lizandro

 

Click nesta foto do Flicker e depois na setinha do slideshow

 

Após o almoço, uma bela feijoada feita pelo nosso amigo Checa, abandonei a malta pois eles têm sempre muito para conversar e eu, como não posso fazer ou refazer as velhas caminhadas pelas lânguas de Marrupa, desafiei a bela "lângua" do rio Lizandro, como em Maio de 2010.

 

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Campo fértil de alfaces e quase tudo que lá semeiem

 

Atravessei Montesouro, até ao topo e, o local pôs-me a questão: "em frente não podes. Ou viras à esquerda ou viras à direita". Foi esta a linguagem utilizada pelas duas setas que me lançaram o desafio. Eu como falo com tudo, até com setas, disse-lhes: "vão se lixar, vou para a direita".

 

Assim, alarguei a estucada, com a máquina numa mão e um stick na outra. Apareceu-me um outro caminho para a esquerda mas achei que ficaria por ali junto das últimas casas. Bati estrada mais um bocadito e veio o desafio! Uma placa de pedra, junto ao alcatrão, dizia: "caminho da ribeira". Pensei logo que era aquilo mesmo. Caminho da ribeira é comigo. Tenho de ir lá baixo. E fui!

 

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Por entre pinheiros espreito o rio Lizandro

 

Iniciei a descida mas sempre a olhar para trás para não me esquecer que teria de voltar e seria sempre a subir. Com a barriga cheia de feijões, carne de porco e chouriços, só podia acontecer uma de duas coisas. Ou me dava a moleza como ao alentejano, ou teria energia suficiente para desfazer na descida e na subida. Quando comecei a ver o Lizandro, cheguei à conclusão que, afinal, não era tão longe como isso, além disso o caminho de tractor não era mau. Só os medronheiros me fizeram parar e logo na primeira paragem, uma perdiz saiu arvorada rumo ao rio gritando: "raios Ventor, que me pregaste um susto. Estava quase a dormir"!

 

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É bela a veiga do rio Lizandro

 

Voltei a parar para deixar que os meus olhos se espraiam-se sobre aquela bela veiga do rio Lizandro e pôr a minha máquina a trabalhar. "buscam e tragam porque os dias já são mais curtos e eu não posso ir embora sem levar muitas alfaces comigo e o rio Lizandro. Atravessei um pontão só para dizer a mim mesmo que estive do lado de lá. Fotografei também aquelas belas árvores amarelas que parecem cheias de trícia e um pouco sacudidas com o vento, uma aragem forte e fria, me acenavam como podiam.

 

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É uma maravilha o Outono no Lizandro mas a minha amiga Primavera solta comigo por ali, ai,ai

 

E chegou a parte pior. Iria dar início à subida. Ainda pensei dirigir-me na direcção do rio, rumo a oeste, e subir mais lá em baixo, como tinha feito em Maio de 2010 e tentar observar se a pia do fontanário ainda teria por lá o tritão. Só que dessa vez a subida foi às custas do tractor. Seria mais ou menos a mesma coisa mas, e eu encontrava o caminho desejado? Na Pedrada não me perco mesmo com nevoeiro mas no Lizandro mesmo num dia bonito, cheio de sol, pode ser diferente. Por isso subi pelo mesmo sítio por onde tinha descido.

 

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Rio Lizandro e a sua veiga

 

Voltei a atravessar Montessouro, ao contrário, e lá cheguei junto da malta onde fui bem recebido pelos lindos gatos do meu amigo Joaquim que amavelmente me informaram que me ficaram a ganhar encostadinhos ao carro, a receber aquele belo solinho de outono. Lá pela primavera, poderá haver mais Lizandro por outra descida, com caminhada à esquerda e pela subida de ontem. Ontem fiz a caminhada e hoje ainda gosto mais pois continuo a dar, mentalmente, as mesmas passadas.

 

 

Eu quero ser eterno companheiro do Ventor na nossa Grande Caminhada

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