Este planeta está louco ou eu já não controlo nada. É difícil acompanhar a evolução desta maravilha redonda que gira no espaço e a que poderei chamar um invólucro de bichos. Sim porque nós também somos bichos. Uns mais outros menos! Senão vejamos. Pela evolução que isto leva há zonas do Globo que não me admiraria nada que ainda se pratique ou se venha a praticar canibalismo. Não? Não sei, não sei! Mas hoje não vou teclar de coisas tão drásticas. Vou teclar sobre peludos.

 

Estas coisinhas lindas para uns e feias, quanto baste, para outros, vão transformar-se em belezas voadoras. Mas fazem-me uma confusão dos diabos! Eu estava habituado a vê-los nascer no meio das ervas e matos pela Primavera e Verão e agora, começo a vê-los nascer no Outono e no Inverno!

 

Claro que isto até poderá ser normal, para mim não. Para mim, ver nascer bichos destes no frio do Inverno é algo de outro mundo. E posso dizer-vos que fiquei muito admirado! Senão vejam. Fui dar uma das minhas passeatas numa das minhas serras e, caminhando, procurava encontrar algo novo, algo que para mim fosse novidade nesta altura do ano e estava a pensar em flores. Em flores selvagens que tropeçamos pelo ano fora e descobri umas pequenas maravilhas brancas e rosas acompanhado por uma garça, à distância.

 

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Adoro ver estas belezas quando isoladas, dizendo-nos olá

 

Tentei procurar outras flores e comecei a olhar para as ervas e pequenas moitas à minha volta e, de repente, sai-me uma flor, mas peluda. Uma beleza e foi o suficiente para perder ali algum tempo com estes meus amigos/as, de rabo para o ar para tentar ver o máximo e não pisar nenhum. Tarefa árdua!

 

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Haviam vários, mas nada comparado com aquilo que em tempos vi nos vales das minhas montanhas. Eram às centenas, em grupo

 

Uma arrelia que este planeta teima em não sair dela e porque acho que os dias quentes fizeram proliferar os ovos das minhas lindas borboletas mais cedo. Não são só as árvores que se começam a vestir mais cedo, mas também as fadas dos bosques estão com pressa de fazer companhia ao vosso amigo Ventor.

 

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Estas devem ser daquelas belas amarelas que já mostrei por aqui

 

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Estas devem ser filhotas daquelas beldades albi-negras amorosas que ou eu ou o Quico já mostramos aqui a fazer amor, lembram-se?

 

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Deixa-me agarrar bem Ventor e depois podes dizer o que te apetecer

 

 As mães delas conversaram muito comigo e tal como eu admiraram-se muito de ver, o ano passado, tojos floridos de um amarelo tão intenso que mais pareciam uma enorme tapeçaria na qual convivia uma enorme catrefa de bichos voadores, ente os quais as minhas belezas multicoloridas. Hoje, 60% dos tojos estão secos e os outros 40% estão a começar a florir.

 

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A mesa está posta e suas excelências vão se servindo, vamos ver 

 

Neste momento gostava muito de saber se algumas destas maravilhas vão resistir aos frios que certamente ainda caminharão sobre elas. Mas, se calhar, não será por acaso que serão peludas, embora em pleno Outono eu encontrasse uma bem carequinha! 

Eu sou um guarda-rios comum (alcedo atthis) e azul, tal como o Ventor gosta. Caminharei por aqui, neste Planeta Azul e, na companhia do Ventor, se nos deixarem

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publicado por Ventor às 15:58