Quando o meu amigo Apolo aparece é para todos.

 

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Na procura de Apolo, mas não por muito tempo

 

Claro que, Apolo, este ano, perdeu a cabeça! Os caracóis fizeram tudo para se afastar dele. Até eu, o vosso amigo Ventor! Eu e Apolo damo-nos muito bem, mas ele, por vezes, torna-se um exagerado, digo eu. Mas Apolo diz-me que a culpa foi das fadas de Neptuno, aquelas choronas, que alimentam as nuvens e, através destas, os riachos e as fontes. Mas as fadas dizem-me que não, que Apolo e Neptuno se enfureceram devido à maldade que os homens estão a causar ao Planeta mais belo do Universo e que, por este caminhar, muito brevemente, mais breve que imaginamos, nada poderão fazer por ele.

 

A ganância dos homens é que o vão destruir e quando vemos alguns filmes de ficção que nos mostram coisas terríveis, mais as realidades actuais das partidas que a Natureza nos prega, devemos convencer-nos que estamos mesmo no caminho errado.

 

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 Teremos de correr mais!

 

Vi estes caracóis prestar homenagem a Apolo num dia húmido e vi a dona da horta pegá-los e atirá-los num tom desprezível para a horta da vizinha. Sabemos que os caracóis estragam, mas devemos ter por eles algum respeito, porque são nossos companheiros de caminhada e, quer queiramos quer não, eles fazem parte do equilíbrio entre as espécies. Eu vivi a minha vida de criança entre caracóis e sei que neste mundo há caracóis que a maioria das pessoas nem sonha.

 

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Apolo conversa comigo por entre as flores. Até me tolda a vista, e por isso a máquina vê-o quase como eu

 

Façam algo pelo nosso planeta a ver se ele, no futuro, terá hipóteses de sofrer menos arrelias.

Eu sou um guarda-rios comum (alcedo atthis) e azul, tal como o Ventor gosta. Caminharei por aqui, neste Planeta Azul e, na companhia do Ventor, se nos deixarem

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publicado por Ventor às 12:35