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Os sobreiros estão a morrer

 

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Os freixos estão a morrer

 

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Os matos e herbáceas estão mortos

 

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As sementes dos sanguino não resistem e as folhas estão a murchar

 

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Mas é preciso fazer pela vida

 

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Ainda há frutos que podem matar ou que podem ser sustentáculo de vida

 

Ontem fui dar uma caminhada e só vi um melro e uma águia. Pela primeira vez não vi os meus amigos gaios. Vi também os sempre acompanhantes pardais e pintassilgos, mas verifiquei que a vida não está boa para nenhum deles. Este ano de 2005 vai marcar-nos por muito tempo. É a seca, são os incêndios, ... é a calinice de muita gente, enquanto outros são atingidos pela exaustão de trabalhos que não dá para acreditar que é verdade!

 

As pessoas, nós todos, somos demasiado passivos! Uns por calinice, outros por incompetência. A incompetência brada aos céus e só quem adormeceu não vê! Os fautores de leis querem "é o deles" no fim do mês e outros são uma nossa senhora não te rales. Como é possível permitir que se viva cercado de matos? Como é possível que ninguém faça cumprir os regulamentos estipulados? Como é possível esperar que o inferno nos cerque permanentemente? Há casas instaladas no meio de autênticos matagais para fazer sombras, ou para servir de barris de pólvora? Como é possível que ninguém ligue ao que se passa antes dos incêndios? Só depois? Depois, como podemos verificar, é tarde! E assim vamos nós caminhando neste planeta cheio de arrelias e de permanentes lutas para que a vida continue. Mas eu acho que os fautores da morte é que estão bem vivos!

Eu sou um guarda-rios comum (alcedo atthis) e azul, tal como o Ventor gosta. Caminharei por aqui, neste Planeta Azul e, na companhia do Ventor, se nos deixarem

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publicado por Ventor às 22:35