São poucos os momentos de beleza natural que este planeta já nos proporciona. Por exemplo, um festim como este já é raro termos a oportunidade de encontrar por aí. Depois, por mil e uma razões, o homem continua a destruir estes ambientes, quando próximos das urbanizações. Os processos mecânicos são cada vez mais sofisticados e a destruição do ambiente é o pão nosso de cada dia.

 

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Um festim

 

Este insecto, a que eu chamo o sugador, não me passou pívia de cartão e continuou a sugar tudo o que encontrava. "Ao menos oferecias, não"! - disse-lhe eu. «Estás maluco, Ventor! Olha só o que nos deixaram! Já nem sei se não és tu também que andas a dar cabo disto"! Realmente, um local cheio de vida, foi tudo limpo há cerca de um ano e agora não há possibilidade de festins para esta rapaziada.

 

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O sugador

 

E esta minha linda menina estava muito cansada. Fez menção de se afastar, e eu chamei-a para dar a volta que só lhe queria tirar uma foto. E não é que ela me percebeu? Deu uma grande volta e veio pousar aos meus pés! Tirei-lhe uma série de fotos e agradeci-lhe por confiar em mim. Aborrecida com a vida, disse-me: «se não puder confiar em ti, Ventor, em quem poderei»? E tem razão. Hoje todos podem confiar em mim.

 

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Uma das minhas belas meninas. Uma ninfa, companheira das minhas caminhadas

 

 

Eu sou um guarda-rios comum (alcedo atthis) e azul, tal como o Ventor gosta. Caminharei por aqui, neste Planeta Azul e, na companhia do Ventor, se nos deixarem

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publicado por Ventor às 10:30