Há no nosso planeta alguns belíssimos pontos artificiais. Eu posso chamar-lhes pontos de resistência, criados pelo homem. O homem tem necessidade desses pontos artificiais. A uns permite-lhes entrar em contacto com amostras de um mundo real do seu imaginário, para comparar as hipóteses já perdidas. A outros, permite-lhes reviver os pedaços de vida que já tiveram e perderam para sempre, no total ou em parte.

 

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Uma rã apreciando o seu mundo

 

Eles saltam de pedra em pedra, de charco em charco e nós caminhamos à procura do tempo perdido, uns, e do tempo que nunca mais virá, outros. Assim procuraremos os chamados "clusters" naturais ainda possíveis, ou artificiais que nem todos sabem preservar.

 

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Eles sabem distribuir a dose de oxigénio, dentro e fora de água.

 

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Sabem boiar numa espécie de colchão de praia, tal como nós.

 

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Uma rã apreciando a flor

 

E, tal como nós, sabem apreciar as flores, cheirá-las e obter delas alguns alimentos. Este é um dos pontos artificiais montado em Lisboa por homens de bom senso que sabem apreciar tudo o que a vida tem de belo. Se não sabemos fazer, saibamos, pelo menos, apreciar.

Eu sou um guarda-rios comum (alcedo atthis) e azul, tal como o Ventor gosta. Caminharei por aqui, neste Planeta Azul e, na companhia do Ventor, se nos deixarem

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publicado por Ventor às 12:52