Um dia destes o Ventor foi aos lírios!

Como podem ver os lírios selvagens existem e eles acompanham-no nas suas belas caminhadas, embelezando os seus caminhos.

O Ventor diz que o grande Rei Salomão usava muito as vestimentas cor de lírio. Ele já era grande como homem e como Rei, mas dentro das cores dos lírios, enrolado como se fosse um destes, dentro das suas pétalas, ele achava-se muito mais elevado.

 

 

 

Um duende em forma de bicho?

 

Mas este acha que faz melhor que fazia o rei Salomão. Não só se enrola nos lírios, mas também vive neles e vive deles. Come-os!

E o Ventor que jolgava que esse trabalho era desta beleza que tem o nome de podalírios!

 

 

 

Esta podalírios diz ao Ventor para se servir

 

Vejam lá que este bichito teve o descaramento de dizer ao Ventor que tinha apostado com ele próprio, comer as pétalas do lírio antes que o Ventor chegasse.

Roía as pétalas do lírio e, ao mesmo tempo, ia espreitando o Ventor para ver se ele ainda coxeava. Depois, admirado, disse para ele mesmo:

 - «e eu que pensava que o gajo ainda andava coxo! Vá lá que ele não sai à mãe senão eu estaria bem lixado! Com o Ventor safo-me sempre e assim acabo por descapotar o lírio»!

Mas o Ventor não andava à procura desse tipinho, procurava estes!

 

 

 

 

 

 

Estas duas belezas pretas com a parte inferior branca e as "patinhas" azuis que parecem ser botõezinhos, o Ventor nunca tinha visto!

 

 

Ele tinha visto três destes a "pastarem" ao sol de uma tarde linda, mas no dia seguinte ou assim, caiu aquela grande saraivada que ia paralisando o Ventor e a minha dona no IC 19 e ele lembrou-se desses bichos pretos que tinha visto pela primeira vez na sua vida. Foi lá, na primeira oportunidade, mas não os viu e encontrou essa beldade do lírio, o que prova que o planeta ainda está vivo.

 

Por quanto tempo o bicho homem deixará?!

Mas bem ou mal continua rodando. Estes dois são descendentes do maralhal que o Ventor encontrou o ano passado, no mesmo local, em Janeiro e são a prova viva que o mundo continua rolando.

 

 

 

O Ventor fica com pele de galinha quando se aproxima deles. Não é esquisito?

 

Eu sou um guarda-rios comum (alcedo atthis) e azul, tal como o Ventor gosta. Caminharei por aqui, neste Planeta Azul e, na companhia do Ventor, se nos deixarem

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publicado por Ventor às 15:46