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Planeta Azul

Mantenhamos o Planeta Azul e limpo. Não sejamos egoístas, pensem no futuro dos que vão chegando

Mantenhamos o Planeta Azul e limpo. Não sejamos egoístas, pensem no futuro dos que vão chegando

Planeta Azul

Eu sou um guarda-rios comum (alcedo atthis) e azul, tal como o Ventor gosta. Caminharei por aqui, neste Planeta Azul e, na companhia do Ventor, se nos deixarem


Águia de asa redonda, uma amiga do Ventor


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Planeta Azul - Na Rota do Lince Ibérico

A beleza do Lince Ibérico. Foto tirada da Wikipédia atribuída ao "Programa de Conservación Ex-Situ del Lince Ibérico

16
Abr11

Na Rota do Falcão

Ventor

Os falcões são animais lindos e, o falcão peregrino é uma das belezas do nosso Planeta Azul. Ele é o animal mais rápido do nosso Planeta, chegando a fazer em voo picado, numa caçada, os 320 km/hora.

 

Há dias, caminhando pelo Guincho, rumo a Cascais, encostei o carro num determinado local e fui ver os penhascos que se debruçam sobre o mar. Parei nesse local (há muitos assim), que faz vertigens se nos aproximarmos muito das beiras penhascosas que se penduram a observar o mar e, dali, aproveitando a boleia, podemos ver voar as gaivotas de cima para baixo. Fui até uma ponta de rocha com o fito de fotografar uma gaivota voando de cima para baixo.

 

 

A casa do meu amigo falcão

 

Mas, ao aproximar-me da ponta desse penhasco, vi um falcão sair da sua casa e voar sobre a espuma branca da água que, em ondas, se desfazia lá em baixo, contra as rochas. Era o meu amigo Neptuno, a cantar uma das suas velhas canções, uma de todos conhecida, com a mesma música mas, com outra letra.

 

O mar na rocha a enrolar,

Vai batendo de mansinho,

Mas tem de ser devagar,

Q'o Ventor está no caminho.

 

E assim por diante.

 

Fiquei todo encantado com esse amigo que vi voar de cima para baixo, sobre a espuma branca dirigindo-se para longe mas, como tenho a máquina com o zoom avariado, não deu para lhe tirar uma foto. Depois, voltou em minha direcção, mas dando uma grande volta sobre o mar, fazendo menção de se aproximar mas, de repente, afastou-se e nunca mais o vi. Ainda fiquei por ali um pouco mas, como se fazia tarde, deixei a casa dele em paz e dirigi-me para a minha.

Já lá voltei, mais uma vez mas, o calor era tanto que esse meu amigo estaria algures num sítio fresco ou, então, na frescura da sua mansão feita de alvenaria e refrescada com ar condicionado. Acredito que seja ali que eles irão criar os seus filhotes!

 

 

 

O falcão peregrino chega a fazer o seu ninho a céu aberto mas, junto ao mar, corre o risco dos seus filhotes serem apanhados pelas gaivotas uma das aves mais predadoras, entre os meus amigos penudos (foto da Wikipédia)

 

Agora, o que me resta saber, é se esse meu amigo é um falcão qualquer, ou se será um falcão peregrino, uma vez que se trata de uma zona por onde o falcão peregrino faz as suas peregrinações. Ele peregrina em redor da serra de Sintra, pelo menos, pelo Cabo da Roca, Guincho, Cabo Raso, Cascais ... Sei que também já fez ninho na ponte Vasco da Gama e andarão por aí uns quantos.

 

O local é óptimo para o falcão peregrino fazer a sua criação. Se fizer o ninho a céu aberto, os seus filhotes correrão perigo frente a tantas predadoras gaivotas que passam frente à sua janela. Também os papás babados, não terão grande preocupação em arranjar as refeições desejadas, mesmo com os cortes que o FMI nos vai trazer. Os falcões peregrinos passarão ao lado da nossa tormenta. Por ali, haverá muitas crias de gaivotas e "pombos das rochas" que também fazem por lá criação. Uns e outros estarão à mercê dos falcões peregrinos.

 

 

Este falcão peregrino foi fotografado dentro de um barco. Aproveitou a boleia (foto daWikipédia)

 

Agora só me restam duas coisas a saber. Serão ou não falcões peregrinos? Serei ou não capaz de os fotografar? Para os fotografar tenho de me aproximar demasiado do ninho e, então, mal a minha cabeça lhe apareça no horizonte tão próximo, eles escapar-se-ão sem eu sequer poder apontar-lhes a máquina. Pode ser que tenha a oportunidade de os identificar em voo. Voltarei lá, mas não é fácil, pois terei de fazer cerca de 80 kms, na ida e na volta e, para mim, já se torna uma viagem longa. Que chatice! Mas creio que voltarei a tentar.

 

 

Este falcão peregrino apanhou uma ave e foi comê-la para o barco (foto da Wikipédia)

 

Nos anos 50-60 do século passado, os falcões peregrinos correram muito perigo devido àquela coisa medonha a que os homens chamaram DDT. Depois dos anos 60', quando pessoas com juízo proibiram os DEDT's, espalharam pelo mundo vários falcões peregrinos criados em cativeiro. Julgo que, de momento, não correrão grande perigo mas, nunca fiar! Neste mundo actual, todos continuamos a correr perigos e os falcões peregrinos e outros não serão excepção.

Eu quero ser eterno companheiro do Ventor na nossa Grande Caminhada

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