Na Rota das Rolas Bravas

Olá! Somos as Rolas Bravas, amigas do Ventor
DSC00903.jpg
Quem eu haveria de encontrar!
Somos companheiras do Ventor, neste Planeta Azul
águia-de-asa-redonda, amiga do VentorDSC07206a.jpg

Planeta Azul - Na Rota do Lince Ibérico

A beleza do Lince Ibérico. Foto tirada da Wikipédia atribuída ao "Programa de Conservación Ex-Situ del Lince Ibérico

*****************************************************

Ela aí está, ... a Primavera

20.03.11

Olá, Primavera!

 

 

A Primavera, por vezes, dorme a sesta dentro das flores dos jarros

 

A Primavera!

Hoje, 20 de Março de 2011, às 23h:21m, dá-se o Equinócio de Março. É o bilhete de entrada, para que a nossa amiga Primavera se junte à nossa Caminhada.

Hoje, por aqui, esteve um dia tão lindo como ela costuma ser. Um dia lindo, embora muito triste para todos nós, a família do Ventor. Mas a vida não pára e, com tristeza ou sem tristeza, os que ficam devem continuar a sua caminhada.

 

 

Um malmequer amarelo, para saudar a Primavera e ficar com a tia Luisa

 

Por entre as flores branquinhas da ameixieira, a Primavera espreitava-nos e a Luisa, a nossa tia Luisa, não estava lá para a receber. Ela recusou-se a querer caminhar mais e abandonou-nos, no Hospital da Amadora-Sintra mas, teve a sorte de ainda ter quem chorasse por ela e de lhe dar a estadia final no lugar que a viu nascer e onde deu as suas primeiras passadas. Ficou no meio dos seus bichos, entre os jarros, os malmequeres, as flores das ameixieiras, ... à sombra das nogueiras que a viram nascer. Tem ao lado o tanque da rega, onde tomava banho quando pequena, com os irmãos e os amigos.

E, ... para sua alegria, o melro que lá anda, da família do meu amigo Tobias, cantou durante todo o tempo sobre a oliveira. Ele cantava triste por saber que ela jamais voltaria, porque partiu para sempre da nossa vida, da vida dos seus cães e dos seus gatos, até do melro que por ali anda e não voltará a comer das suas migalhas.

 

 

Ela estará, sempre, entre as flores das ameixieiras

 

A tia Luisa partiu, e nós ficaremos por aqui a receber outras Primaveras, tantas quantas o Senhor da Esfera permitir, até ao reencontro final. Até lá, todos nós, família, cães e gatos, ficaremos a perguntar porquê. Porque deixamos de caminhar de repente sem avisarmos os que nos rodeiam.

 

Mas tudo faz parte de nós! A nossa caminhada resume-se ao nosso nascimento, à nossa vida por aqui e por ali e àquela hora fatídica, a morte, que nos rouba tudo.

 

Eu olhei as flores brancas das ameixieiras e procurei sob elas, a tia Luisa a tentar incentivar-me para tirar mais umas fotos àquelas flores tão lindas, as minhas Flores de Inverno. Sim, porque, a Primavera é sempre saudada, à sua chegada, com as lindas Flores de Inverno. Mas, desta vez, nem a tia Luisa me mostrava os ramos mais lindos de uma inflorescência intensa, nem eu tinha lá uma máquina para tal hipótese. Desta vez, eu não fui ao Quintal para colher flores, mas observar que flores ficariam lá com ela.

 

 

Caminhará, connosco, todas as Primaveras, entre as flores

 

Agora, resta-nos saber que ela está lá, entre as flores, flores que desde pequenina foi observando mas, doravante, não voltará a colhê-las. Daqui em diante, não trará mais jarros cá para casa, nem ameixas, nem ginjas, nem figos, nem nozes, ... doravante e, enquanto for possível, ela terá lá tudo isso só para ela. Viverá entre os seus cães e entre as suas flores para sempre, pelo menos, na nossa memória.

Até um dia tia Luisa. Nós caminharemos, primavera após Primavera, a teu lado.

Eu sou um guarda-rios comum (alcedo atthis) e azul, tal como o Ventor gosta. Caminharei por aqui, neste Planeta Azul e, na companhia do Ventor, se nos deixarem

tags:
publicado por Ventor às 23:21

Renasce a Primavera

25.02.09

Hoje fui dar mais uma caminhada. Uma das minhas caminhadas preferidas e, entre as flores, o zunido dos insectos chamou-me a atenção, porque faziam uma grande algazarra.

 

Afinal, estava tudo bem!

 

De entre os insectos, saiu uma espécie de fada vestida de azul, como eu gosto. Primeiro, parecia-me uma ninfa do Tejo, uma das minhas amigas que gosta de vistoriar os outeiros em volta de Lisboa. Depois, ainda julguei tratar-se de uma fada carnavalesca, mas não. Era, isso sim, uma das minhas mais belas amigas - a Primavera!

 

 

O renascer das folhas dos freixos

 

Perguntei-lhe o que fazia ali e ela disse-me que desceu mais cedo para ver o que o seu irmão Inverno andava a fazer. Chegou a pensar que ele se estava a intrometer no seu âmbito temporal e que isso não lhe agradava pois ainda faltava muito tempo para vir tomar conta do seu ciclo. Tivemos uma belíssima conversa sobre como fazer tudo de melhor pelo nosso Planeta Azul.

 

Como me viu muito admirado disse-me para não pensar muito porque ela apenas chegou até mim devido à informação de um nosso amigo comum. Um dos nossos amigos pica-paus que andava por ali a namoriscar, apercebeu-se desta nossa Primavera quando ela, no meio do bosque, se desmascarava. Depois, um pouco envergonhado, resolveu tentar passar despercebido, parecendo não ligar à namorada e seguindo como se esvoaçasse, à deriva, cantarolando ou assobiando.

 

De repente, o pica-pau voltou para trás para dizer à Primavera que andava por ali o Ventor e que se ela se distraísse poderia ser apanhada, por ele, a tirar a máscara carnavalesca ou a vestir as suas novas vestes bem coloridas. Ela sorriu para o pica-pau, dizendo-lhe que não haveria qualquer problema e que o Ventor sempre gostou de a ver bem colorida e sempre a respeitou, mesmo quando aparecia trombuda e sem reminiscências de qualquer sorriso.

Então, o pica-pau prosseguiu o seu destino todo encantado, relembrando ao Ventor que também se sentia contente com as belezas transformadas pelo Inverno, o maninho desta nossa bela Primavera.

 

De facto, toda a algazarra foi desencadeada pelo meu amigo pica-pau malhado. Ele andava a  procurar, entre as árvores, nas gretas profundas das cascas, as larvas dos insectos para oferecer de petisco à namorada e os insectos prepararam-se para uma guerra, certamente, perdida. O Ventor chegou e todos se insurgiram na reivindicação da protecção necessária à sua permanência no bosque.

 

A Primavera que se mantinha alheia aos problemas da bicharada confidenciou-me que lhe apetecera vir mais cedo para participar nas brincadeiras de Carnaval connosco e que já não se importava que o Inverno a visse por cá pois decidira mascarar-se para o Carnaval e tirar a máscara para assistir, linda como ela sabe ser, ao trabalho do irmão e, quem sabe, dar-lhe, se necessário, uma mãozinha para ir adiantando trabalho.

 

 

Uma dedaleira cheia de pujança, saúda o Ventor

 

De facto, eu tinha ouvido o pica-pau e fiquei a pensar se, desta vez, aquele malandro me iria deixar observar, mais de perto, os seus filhotes de 2009. Mas ele não quer nada comigo. Diz que sou humano e que dos humanos não poderiam esperar nada de bom. Mas ele pediu-me desculpa, porque o Senhor da Esfera os fez assim para se saberem defender de todos nós. Eu disse-lhe que era especial mas, de facto, deveriam afastar-se sempre de todos nós uma vez que os humanos apenas pensam em si, salvo raras excepções.

 

Disse-me, também, que era, exactamente, por isso, que eu não via por ali todos os meus outros amigos porque, tal como os gaios, tinham de procurar outros destinos, fugindo à avalanche humana que tem aparecido por ali. Já não há espaço para nós Ventor! Nem sei se, este ano, conseguirei criar os meus filhotes aqui. Tenho andado estes dias a observar o meu velho palácio a ver se lhe faça algumas reparações, mas não sei, não!

 

Por isso eu, pensando em todos aqueles meus amigos, apeteceu-me ir hoje fazer uma caminhada por aqueles lados. Vim desanimado pois não vi os gaios. Eles sumiram. Não se esqueçam de velar pelo nosso Planeta Azul, e não se esqueçam, também, que ele é tanto nosso como deles!

 

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 

Hoje, 09.02.26, 24 horas depois, já estava com saudades e voltei a caminhar de mãos dadas com a minha linda amiga. Fui dar com ela a brincar com as ninfas, entre as flores, em Algés, junto ao Tejo. Pedi-lhe para ficar por cá, mas sem pressas. Adoro os dias em que caminho a seu lado!

Eu sou um guarda-rios comum (alcedo atthis) e azul, tal como o Ventor gosta. Caminharei por aqui, neste Planeta Azul e, na companhia do Ventor, se nos deixarem

sinto-me:
música: We've Got Tonight
tags:
publicado por Ventor às 23:23

Também Flores

Não há Planeta Azul sem Flores

Pilantras - o Ticas, o gato do Ventor

carrasca.jpg

Ericas Rosas

açafrão.jpg

Flor do açafrão bravo

urze br.jpg

Flor da urze branca

Ashoka_Chakra_svg.png

Flor da Corga da Vagem

Maio 2016

D
S
T
Q
Q
S
S
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

pesquisar

 

mais sobre mim

arquivos

blogs SAPO


Universidade de Aveiro

Contador

 

 
My Great Web page